/ António Murta /
Janeiro 2013

António Murta
Pathena
Managing Director
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Como avalia os resultados da política de Inovação em Portugal?6
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a)
Quais os principais desenvolvimentos positivos das políticas de inovação em Portugal?1) Continuação da Escalada das Exportações - se bem que exibindo mais dificuldades nos últimos meses.
2) Continuação da obtenção de Prémios Científicos Internacionais e Bolsas de Mérito para Investigação por parte das Universidades Portuguesas.
3) A continuidade do SIFIDE.
4) Reforma do Capital de Risco Publico.
5) Reorientação da Caixa para Fundos de Fundos.
6) Programa de Ignição da Portugal Ventures.
7) A emergência de novos players no capital de risco em Portugal .
8) A melhoria dos nossos resultados (PISA e outros) em benchmarks internacionais de ensino.
9) A melhoria do papel de algumas grandes empresas (eg. PT, BRISA) como dinamizadoras das exportações de PME Inovadoras portuguesas.
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b)
Quais os constrangimentos com que se deparou?1)Ainda (já menos) a reputação e credibilidade de Portugal nas fontes internacionais de liquidez
2)O forte aperto no financiamento das Universidades Portuguesas - já para lá do limite do que se aconselha (sem padrão nos outros sectores do Estado).
3)O ainda muito baixo nível de patentes registadas e vendidas.
4)O nível de abandono escolar.
5)Ainda a falta de assunção de um maior papel por parte das grandes empresas portuguesas (EDP, GALP, ZON) em serem referências activas internacionais das melhores PME inovadoras do país – perante os seus concorrentes internacionais.
6)A falta de canais de distribuição mundiais de tecnologia de base portuguesa.
7)Falta de colaboração entre as diferentes Associações Empresariais de uma Indústria para convergir num plano / agenda comum.
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c)
Indique os principais aspectos em que a política de Inovação tem contribuído, ou não, para a competitividade do País.Pela positiva:
- Reforma do Venture Capital Publico.
- Fundos de Fundos - para promover a emergência de operadores privados mais profissionalizados.
- Continuidade da aposta na melhoria de quantidade e qualidade da produção científica.
Pela negativa:
- Forte aperto no financiamento das Universidades Portuguesas.
- Não substituição ainda daquilo que foi o espaço do ‘Novas Oportunidades’ por um programa alternativo profissionalizante e de ”retreino” de valências - com rigor e padrão de exigência.
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Indique quais foram, em sua opinião, os principais factos ocorridos no último semestre que influenciaram a política de inovação em Portugal.1) Indefinição gritante no regime fundacional das Universidades.
2) Pressão no sentido das verbas do QREN serem pagas de forma mais expedita (positiva).
3) Fundo significativos (1500M€) de crédito disponível para as PME.
4) A existência de uma Secretaria de Estado para a Inovação e o Empreendedorismo e de um plano correspondente .
5) A assumpção insuficiente da redução do peso do Estado na Economia (medida muito importante e necessária) - talvez com a excepção positiva da pasta da Saúde.
6) O aumento exagerado (muito exagerado!) de impostos sem o correspondente (e necessário) combate informático à evasão fiscal.
7) O clima de "desilusão" e inclusive de falta de valores (espera-se que o exemplo venha de cima) que pode provocar uma real "fuga de cérebros" do país.
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3
Indique as principais inovações, a nível nacional e internacional, que mais o marcaram nos últimos 6 meses.A nível internacional:
1) A descoberta do bosão de Higgs - reforçado o modelo standard. 2 A explosão da mobilidade com 2 grandes ganhadores - Apple e Google / Android (incluindo aqui a Samsung).3 A queda na vertical (merecida) do Facebook.
2) A emergência do 3D printing.
3) A aceleração das mobile wallets e do mobile banking.
4) As telco / cable companies a lidarem mal com as quedas na voz e com o impacto do rating sobre o peso da dívida.
5) O atraso / lentidão na adopção de M2M .
6) Cada vez maior awareness para a Medicina Continua (data-driven) em detrimento da Medicina Episódica tradicional.
A nível nacional:
1) Continuidade da Escalada das Exportações.
2) Os prémios científicos internacionais atribuídos a cientistas portugueses.
3) Prémios internacionais conquistados pela PT.
4) Sucesso internacional de algumas empresas portuguesas como a WeDo e a Visionbox.
5) Maior deal-flow no sub-sistema de empresas de IP em Portugal.
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a)
Estimulam o empreendedorismo em Portugal1) Ainda a absoluta necessidade de agir em face da contracção / estagnação do mercado interno.
2) A maior consciência para a importância da propriedade intelectual como motor de produtividade - melhorias no registo de patentes.
- Exemplos de empresas a seguir (eg. IPOs com sucesso – eg. EDP Renováveis; êxitos com sucesso – eg. Chipidea).
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b)
Dificultam o empreendedorismo em Portugal.1) Ainda a situação da justiça (que está em curso de ser corrigida - mas se perpetua com constantes defesas de índole corporativista).
2) A dimensão do mercado nacional – insuficiente para assegurar massa crítica em muitos negócios.
3) A falta de uma cultura de respeito e reconhecimento pela importância dos empresários, enquanto criadores de riqueza.
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Que medidas teria incluído no Orçamento de Estado para 2013, para estimular práticas e apostas na Inovação ao nível das empresas?1) Combate Informático / Automático a Evasão Fiscal - num leque muito alargado de CAEs.
2) Dedução de todas as Facturas de Despesas Apresentadas pelos Privados em sede de IRS - sem limite, pequena % (eg 2%) do IVA escolhido.
3) Deduções fiscais para mecenato universitário - só faz sentido se as empresas realmente pagarem o IRC que devem - voltamos aos dois primeiros pontos desta proposta.
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Quais as prioridades das organizações que dirige/acompanha face à actual conjuntura do País?1) Crescimento acelerado com base em IP.
2) Crescimento acelerado com base em internacionalização.
3) Sustentação das empresas com base em equipas profissionais, completas e polivalentes.
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Qual deve ser o papel da Inovação para ultrapassar as dificuldades defrontadas pelo nosso País?O papel deve ser fulcral, estruturante. Não faz porém sentido se não for com base numa fortíssima orientação aos resultados - e não aos meios. É a única forma de subirmos na cadeia de valor e de distinguirmos a nossa oferta - seja ela tradicional ou ultra-moderna.

Temos connosco os resultados da quarta iteração do Painel de Opinião do Barómetro de Inovação da COTEC. Respeitam ao segundo semestre de 2012, contando com 24 respostas.